Definir o dispositivo de som padrão

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Olá!

Esse post é uma continuação do anterior: Trocar o servidor de som de Pulse para Alsa.

Como eu comentei no final do post, o som estava funcionando, mas eu estava sem som no Flash. Já havia reinstalado, tentado com versões anteriores e nada.

Descobri que o problema era mais simples do que parecia. O que acontece é que o Flash utiliza a primeira placa de som reconhecida pelo sistema para exibir o som e, a minha placa PCI estava na segunda posição.  Ou seja, o Flash tinha som, mas o som saía na placa Onboard e não na placa PCI, que era o que eu queria.

Investiguei e descobri que esse é um problema meio comum para os usuários de placas de Som PCI. Então vamos a dica de como resolver:

A primeira coisa a fazer é descobrir qual o ID da posição que a sua placa de som está ocupando no momento. Vá no Menu: Sistema -> Preferencias -> Gerenciador de sistemas de multimidia.


Estão vendo como o Pipeline está informando device="hw,1,0"? Isso quer dizer que a minha placa estava na Posição ID 01, enquanto o padrão é ID 00.
O mesmo também pode ser descoberto ao digitarmos em um terminal:
cat /proc/asound/cards

Agora vamos corrigir isso. Em um terminal digite:
sudo gedit /etc/modprobe.d/alsa-base.conf

Esse arquivo contém informações para o sistema que cuida do hardware manipular suas placas de som. Ao final do arquivo, eu adicionei:
options snd-hda-intel index=-2
options snd-cs46xx index=-1

Isso irá fazer com que o sistema atribua o ID 01 (index=-2) para a placa Onboard (hda-intel) e o ID 00 (index=-1) para a minha placa de som PCI.
O que vocês irão precisar descobrir é como se chama o módulo da placa de vocês. Vocês podem descobrir isso no site do Alsa. Navegem pelo nome do fabricante e modelo da placa. Na página do modelo é informado o nome do módulo (no meu caso snd-cs46xx).
Salvem o arquivo e reiniciem o PC. 

Após o reboot, abram novamente o gstreamer-properties:

 Notem como agora ela é o Hardware default ID00. E é isso o que precisamos. Vamos testar?  Abra o terminal e digite:

speaker-test

Se você estiver ouvindo um chiado saindo da caixa de som/fone de ouvido deu certo! Esse programa envia ruído de estática para a saída de som padrão.


Com isso, vocês podem até ignorar o ultimo passo dado no post anterior, sobre configurar em cada player de multimidia qual saída de som utilizar. Porque agora você corrigiu a saída padrão, e não precisa mais disso ;)

Fontes: http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=429777 , https://help.ubuntu.com/community/SoundTroubleshooting

Trocar o servidor de som de Pulse para Alsa

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Uma coisa que é diferente do Windows e do Linux é o tema de servidores de recursos. Por exemplo: No Linux, o servidor gráfico (X.org ou XFree) é quem é o responsável por exibir o ambiente gráfico para o usuário. Notem que eu exemplifiquei como sendo dois tipos.

Uma forma fácil (porém incorreta) de explicar é dizer que os diversos servidores são tipos diferentes de driver, que habilitam recursos novos ou diferentes, dão suporte à hardware antigo e etc. Essa é uma explicação meio certa, porque os servidores não são realmente drivers, mas para quem vem do Windows é mais simples enxergar as coisas dessa maneira ;)

Então, no caso do exemplo, existem dois servidores gráficos para Linux. As aplicações, o gerenciador de janelas (Gnome, KDE, XFCE, etc) rodam sobre o servidor X. É ele que dá suporte gráfico, que dá suporte ao mouse, e as aplicações apontar e clicar. Porém ele não é o driver. O driver recebe informações do servidor X e passa as instruções para o hardware executar. Então o X funciona em uma posição intermediária, entre o usuário e o driver de hardware. (Interessou? Leia mais sobre o X aqui , aqui e aqui). Mas não liguem para essa explicaçãozinha mixuruca :P


Falamos sobre video. Mas o tema hoje não é video, mas sim som. Para servidores de som, o mesmo acontece. Porém temos uma confusão ainda maior, porque são 5 tipos (listando apenas os mais conhecidos): Pulse, Alsa, ESD, OSS, Jack.

File:Pulseaudio-diagram.svg
Esquema de funcionamento do Pulse Audio. Notem a como o servidor trabalha
entre as aplicações, o Kernel e o Hardware.

As distribuições mais novas tem vindo com o Pulse audio como padrão. Vi que o Ubuntu trocou seu servidor padrão tem uns dois releases e, a distro que eu uso (linux-mint) também.

O pulse audio funciona muito bem, mas minhas investigações mostraram que em Hardware antigo ele apresenta alguns cliques no som, dá problemas ao aumentar o volume, ou outros problemas aleatórios.

E foi isso que estava acontecendo comigo. Uso uma placa de som já antiga, mas que possui um som forte e que tem me servido bem há vários anos. E o som estava apresentando clickes, barulhos estranhos, dava problema ao avançar músicas, mudar de faixa, etc.

Então eu resolvi retirar o Pulse e trocar pelo Alsa. Já havia funcionado outras vezes com o Alsa. Então fiz a troca:

sudo apt-get remove pulseaudio

Depois de remover o Pulse:

sudo apt-get install alsa

E também instalei o mixer (controle de volume):

sudo apt-get install gnome-alsamixer

E por ultimo instalei o esound:

sudo apt-get install esound

Feito isso, precisei reiniciar. Ao voltar, tive que rodar a ferramenta (gstreamer-properties) via terminal ou via Menu: Sistema -> Preferencias -> Gerenciador de sistemas de multimidia.



Ali selecionei o plugin Alsa, a placa se som correta e cliquei em Test. E o som estava funcionando :D

Agora o som estava funcionando OK, sem estalos ou maluquices. Depois foi só configurar nos aplicativos (mplayer, smplayer e amarok) para usar o servidor Alsa e tava tudo* resolvido ;) 

*(ou quase tudo: Ainda não consegui arrumar o flash. mas melhor um flash sem som do que som nenhum :P)

** Edit: Consegui sim. Mais detalhes nesse post

Master System (Emulando sua infância, parte 3)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Olá.

Ainda na era 8bits, o grande rival do NES, era o bom Master System.

História

Lançado inicialmente no Japão em 1986, ele enfrentou grandes dificuldades devido a forte concorrência do Famicom da Nintendo.

A Nintendo possuia contratos de exclusividade junto as produtoras de jogos. O contrato não permitia que elas produzissem jogos para nenhum outro aparelho, fazendo com que o Master System dependesse somente dos lançamentos desenvolvidos pela SEGA.

O baixo sucesso no Japão não evitou que a SEGA lançasse o Master System no resto do mundo. Nos Estados Unidos o domínio da Nintendo também era muito grande, e logo a SEGA vendeu os direitos de comercialização do Master System nos EUA para a Tonka, mesmo assim a popularidade do aparelho foi diminuindo.

Na Europa a história foi diferente. O Master System foi bem aceito e se tornou muito mais popular que o console da Nintendo. Diversos desenvolvedores europeus produziram jogos para o Master System, e o aparelho teve suporte da SEGA Européia até 1996 (em contraste a SEGA Americana, que desistiu do console já em 1992). Para se ter uma idéia, os jogos de arcade da Sega convertidos para o Master System faziam tanto sucesso na Europa, que a empresa Tengen lançou versões (não licenciadas) de vários desses games para o console da Nintendo. Evidentemente que a qualidade desses títulos não chegavam nem perto das versões para o Master System. Alguns exemplos são: Shinobi, After Burner e Out Run. O sucesso do Master System se repetiu também na Austrália, um mercado que toma como base o mercado europeu.

No Brasil repetiu-se a situação da Europa. O Master System foi produzido e vendido pela Tec Toy a partir de setembro de 1989 e atingiu um grande sucesso. O Master System lançado pela Tec Toy era o mesmo modelo vendido nos Estados Unidos. Já o Master System II produzido pela TecToy possuía o mesmo desenho do primeiro mas era mais barato e vinha com outros jogos. A Tec Toy ainda lançou o Master System III Compact, que possuía um novo desenho (o mesmo desenho do modelo lançado como Master System II nos EUA e Europa), e diversos modelos portáteis chamados Master System Super Compact, inclusive uma versão rosa desenvolvido para garotas. Além disso, a Tec Toy desenvolveu alguns jogos exclusivos (leia-se adaptações de outros jogos da Sega, trocando os personagens) para o mercado brasileiro (como versões da série Wonder Boy in Monster Land, estrelados pela Turma da Mônica) e converteu diversos jogos lançados para o portátil Sega Game Gear para o Master System, aumentando ainda mais a biblioteca de jogos disponíveis. Vale lembrar ainda que a Tec Toy converteu para o Master System, em 1997, Street Fighter II, sendo o jogo de maior tamanho em MiB do sistema. A Tec Toy ainda comercializa o Master System com diversos modelos novos, que já vem com jogos instalados na memória.


Características

O Master System original aceita jogos em cartuchos e cartões. O tamanho máximo de um jogo em cartão é de 32KBits, enquanto o maior jogo lançado em cartucho possui 8MBits. O suporte a cartões foi abandonado nas versões posteriores do aparelho.

Existem diferenças entre o Master System original lançado no Japão e o modelo comercializado no resto do mundo. No modelo japonês o slot de cartuchos é de tamanho diferente, no lugar do botão RESET existe o botão RAPID FIRE (que ao acionado habilita a repetição automática das ações ativadas pelos botões dos controles), existe uma entrada para o plug do óculos 3D que dispensa assim o uso do adaptador, e vem com um chip de som FM (YM2413) que possibilita músicas muito mais elaboradas (infelizmente esse chip foi removido na versão vendida no resto do mundo). Excluindo essas diferenças, visualmente o desenho do aparelho é idêntico à versão lançada no resto do mundo. (OBS: O design do Mark-III, porém, era completamente diferente).

Apesar da diferença de tamanho do slot de cartuchos entre o aparelho japonês e o aparelho lançado em outras regiões, é possível rodar os jogos lançados no resto do mundo no aparelho japonês, desde que se construa um adaptador. O contrário já não é possível, pois os jogos disponibilizados no mercado Japonês não possuem um cabeçalho que é requerido pelos Master System lançados fora do Japão. Existem projetos caseiros que resolvem esse problema, mas envolve alterar a BIOS do Master System, uma operação as vezes complicada para usuários sem experiência com eletrônica.


Jogos Famosos
  • Alex Kidd in Miracle World - Alex Kidd tornou-se mascote do console (e da companhia) e o jogo chegou a vir na memória (no Master System II europeu e brasileiro e nos primeiros modelos do Master System III)
  • Double Dragon - Boa conversão dos arcades deste clássico dos games de luta de rua. 30 giratórias na fase final garantia continue infinito.
  • Mônica no Castelo do Dragão - versão de Wonder Boy in Monster Land da Tec Toy, estrelado por Mônica
  • Phantasy Star - Deu origem à série de RPG da Sega, sendo o primeiro traduzido para o português, em resposta ao Final Fantasy da Square.
  • Safari Hunt - Primeiro jogo a utilizar a pistola Light Phaser. Jogo de tiro bem divertido. Acertar a pantera negra garatia mais pontos.
  • R-Type - Famoso jogo de tiro espacial vindo dos fliperamas. Excelente conversão.
  • Shinobi - Ninja deve salvar crianças seqüestradas e enfrentar chefes ao fim das fases. Fase de bônus em primeiro plano onde você deve abater ninjas com estrelas shuriken e ganhar magias. Boa adaptação do arcade.
  • Snail Maze - Labirinto incluído na BIOS do sistema. Acessado apertando Cima, 1 e 2 sem nenhum jogo no console.
  • Sonic the Hedgehog - port do 1º jogo de Sonic para Mega Drive
  • Sonic the Hedgehog 2 - estréia de Tails, lançado antes da versão do Mega Drive.

Emulador

Mesma coisa dos anteriores. Existem boas opções de emuladores de Master, então vou destacar o MEKA.

O MEKA é um emulador desenvolvido para jogos da plataforma Sega Master System. Ele também emula SG-1000, SC-3000, SF-7000, Sega Mark III, Sega Game Gear, ColecoVision e Othelo Multivision. Ele possui suporte para imagens de ROM em formato ZIP, pode salvar screenshots no formato PNG e pode criar arquivos de salvamento para o Master System e Game Gear.

Acontece que o MEKA não tem um port nativo pra GNU. Portanto, é necessário o uso do WINE. Mas não há maiores segredos. Para instalá-lo:

sudo aptitude install wine

Em seguida, faça o download do MEKA no site oficial. Eis o link direto: http://www.smspower.org/meka/download.shtml

Alí existe a versão GNU, mas não entendi muito bem, já que essa versão também é .exe (que continua precisando do Wine). Portanto, prefira a versão mais recente, que é a 0.72.
Descompacte e execute o .exe com o Wine (clique direito e 'Open with WINE...').
Na primeira tela, faça apenas a escolha do idioma e avance. O emulador será executado (a princípio, em fullscreen). Para reverter em janela, basta um ALT+ENTER ou vá em VÍDEO, Tela Inteira.

O MEKA tem algumas opções interessantes. Vou destacar algumas:
Em VÍDEO, Temas, podemos alterar o tema da interface principal. Tem vários opções bacanas; Ainda em VÍDEO, é interessante alterar para o formato TV Mode, dentro de Padrões. Isso fará com que o scanline fique ativo em fullscreen.
No menu FERRAMENTAS, é possível ativar/desativar as mini-janelas dentro do emulador (Paleta não é muito útil e Configurações de entradas, só é funcional na primeira vez, para configurar os controles). Sobre controle, é possível configurar de diversas maneiras (joy de PS2 funcionando perfeito aqui). No mais, é o de sempre, para abrir as roms, é só ir em PRINCIPAL, Abre ROM e partir pra jogatina. =)

Referências: wikipédia, MEKA

Sensores de temperatura (lm-sensors)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Olá.


Um bom tempo atrás, eu havia tentado instalar um sistema de monitoramento de temperaturas (HD, CPU, etc), mas não tive muito sucesso e acabei deixando de lado.
Pois bem. Hoje eu lembrei disso novamente e resolvi tentar de novo. E dessa vez, consegui!

Nada de muito complicado. Eis a receita:

sudo aptitude install lm-sensors

Isso irá instalar o suporte a leitura de monitoração do seu hardware.
Feito isso, faça com que ele detecte os módulos a serem monitorados com:

sudo sensors-detect

Responda sim em todas as perguntas (ou apenas naquilo que deseje monitorar). Por fim, instale um applet para acompanhar os resultados:

aptitude install sensors-applet

Para visualizar, basta clicar com o direito na barra do Gnome e Adicionar ao Painel. Procure por Hardware Sensors Monitor e pronto! É possível alterar a forma de exibição (cores, ícones, etc). É possível também, adicionar o sensors no Screenlets ou similares. A escolha é sua. =)



O meu ficou na barra mesmo.

Bem, é isso... qualquer coisa, escrevam.
[]s

Referência: Marcos Vinicius - vivaolinux.com.br

NES (Emulando sua infância, parte 2)

Olá.


Seguindo nossa aventura, vamos evoluir dos 4bits (Atari) para os 8bits (NES e Master System).
Bom, o NES (Nintendo Entertainment System, ou Nintendinho) foi lançado no início dos anos 80 e é também um ícone na história dos games. No Brasil, teve diversos clones, como o Top-Game, Turbo-Game, Dynavision, entre outros.

Vida útil
Nos anos 90 devido a renovação tecnológica o sistema foi substituido por consoles mais modernos. A Nintendo norte-americana continuou dando suporte ao console até 1995 quando sua produção foi encerrada. No oriente, a Nintendo japonesa produziu novas versões do Famicom até 2003, quando oficialmente descontinuou o sistema. Isso deu ao sistema um tempo oficial de vida de 20 anos, o maior entre todos os consoles lançados até hoje.

Jogos
O NES se tornou um sistema extremamente difundido graças a jogos da Nintendo que lançaram franquias bem-sucedidas, como Mario, Metroid e Zelda. O console também teve grande colaboração de terceiros, com as japonesas Capcom, Konami e Square começando séries como Mega Man (Capcom), Castlevania e Contra (Konami) e Final Fantasy (Square) no console. A Nintendo também tinha um contrato de exclusividade com seus colaboradores (garantindo que as empresas só trabalhariam no NES). O jogo mais vendido é Super Mario Bros., com 40 milhões de cópias, mas acompanhando o console (às vezes num cartucho que incluía Duck Hunt). Super Mario Bros. 3 é o jogo separado mais vendido da história, com 17 milhões de cópias.

Emulador
Existem diversos emuladores pra NES (assim como para a maioria das plataformas), então vou destacar o FCEU, que é software livre e está disponível para vários SO's.
O site oficial é o http://fceux.com/web/home.html
Nele é possível encontrar algumas informações a respeito de documentação, versões, etc. Lá também estão as opções de download, mas nos repositórios é possível encontrar a versão 0.98. Então vamos lá, pra instalá-lo, basta:

sudo aptitude install fceu

Isso irá instalar o emulador em si, mas nativamente, ele vem sem um frontend (interface gráfica). É possível utilizá-lo normalmente via linha de comando, mas pra facilitar, basta instalar o gfceu.

sudo aptitude install gfceu

Feito isso, basta ir em Applications, Games, que o GFCE Ultra Emulator estará disponível (os menus podem variar de acordo com sua distro).
O emulador em si, assim como o Stella, não tem maiores segredos. Em ROM Filename, você especifica onde está a rom (jogo) que será utilizada e clicando em Execute, o game é iniciado. Em Input é possível configurar botões de teclado ou joystick (joy de PSX funcionando perfeitamente aqui), em Video pode-se ativar o OpenGL (notei um leve embaçado nos gráficos) e fullscreen, em Advanced alguns parâmetros a mais podem ser configurados e por fim, em Network, jogar em rede (não testei).
Para mais detalhes dos comandos disponíveis, basta ir no Terminal e digitar:

fceu

ou

man fceu

É isso. O fceu não é dos mais mirabolantes emuladores, mas cumpre o básico; rodar NES com boa qualidade.

Referências: wikipédia

No post seguinte, falaremos do grande rival do NES, o grande Master System.

See you soon...
[]s

Jogos para GNU/Linux (emulando sua infância)

Olá.


Um dos calcanhares de Aquiles do nosso querido GNU/Linux é a utilização de jogos. Já foi pior, é verdade, mas ainda temos que trilhar muitos caminhos e derrubar várias barreiras, para que tenhamos um cenário ideal.
Já algum tempo, eu venho querendo iniciar essa série de posts/artigos com relação a esse tema. Como na última reunião do GCCSD, fechamos as primeiras palestras, e eu fui incumbido de falar a respeito de games, foi a deixa para que eu começasse por aqui, essa pequena aventura.

Não pretendo falar de games portados exclusivamente pra GNU (os ditos 'jogos de PC'), nem os que rodam de formas aleatórias. A ideia central, são os emuladores. Mas, como sei que muita gente curte, desde já, indico um excelente site que trata do assunto, que o do nosso amigo Coringão.

Bom, tenho que destacar também, que apesar da maioria dos emuladores serem softwares livres ou freeware, as suas roms (que são os jogos em si), em quase sua totalidade, são protegidas por copyright (é necessário ter o cartucho, CD, etc do jogo original, para que a rom não se torne uma coisa ilegal).

Dito isso, hora do start. Mas antes, voltemos no tempo... o ano era em torno de 70 e pouco, pra 80 e pouco. Despontava o imortal Atari! Dentre tantas versões lançadas, o que mais se destacou foi o 2600.
Que tal reviver essa lenda? Mãos à obra!

O emulador mais famoso dessa plataforma, é o Stella. E o melhor, foi desenvolvido inicialmente pra GNU/Linux! Posteriormente, outros Sistemas Operacionais tiveram o prazer de desfrutar do excelente trabalho, inicialmente de Bradford W. Mott, e que hoje é mantido por Stephen Anthony.

Nos repositórios do Ubuntu, existe a versão 2.6.x, mas já foi lançada a versão 3.0.
Vá até o site oficial: http://stella.sourceforge.net/index.php
Lá tem fotos, listas, material extra e o melhor, o download do Stella. Se quiser ir direto: http://stella.sourceforge.net/downloads.php

Opte pela sua versão (.deb, .rpm, .exe, etc) e faça o download do arquivo na página seguinte. Após isso, basta executá-lo (será solicitada suas credenciais administrativas). Por fim, o atalho para o bom e velho Stella, estará no seu Menu de jogos (variando obviamente, de sua distribuição).

Sobre o emulador
Quanto ao Stella em si, não há muito segredo. No Options, é possivel encontrar configurações pra video (que eu recomendo alterar o Zoom pra 4x, a menos que queira jogar em fullscreen e alterar a renderização pra OpenGL (necessário reiniciar o emulador) e ativar a opção GL Vsync, que vai deixar os gráficos mais amenos (mas consome mais processamento)), pra controles no Input Settings (que fornece suporte a maioria dos joysticks do mercado; aqui, jogo perfeitamente num joystick de Playstation via adaptador USB), configurações de caminhos para as roms e demais arquivos, propriedades do game selecionado, etc.

Jogando
Pra iniciar um jogo é bem simples. Primeiro, tenha-o! Recomendo fortemente o site http://planetemu.net (lá você encontra rom para praticamente todos as plataformas). Baixe alguma rom (não esqueça do copyright!) por lá e no Stella, localize o arquivo e simplesmente clique em Select (ou duplo clique). Inicialmente o Start (originalmente chamado de Select), está no F2. A barra de espaço é o botão de ação (na verdade, único botão que havia no saudoso joystick do Atari), e as setas são as direções pra movimentação geral.

No mais, é só jogatina desenfreada e um forte risco de ficar viciado novamente, como nos velhos tempos. =)

Bom, é isso... acho que pra começo dessa série de posts, tá de bom tamanho.
Fico por aqui e qualquer dúvida, se eu puder ajudar, postem aí, lá no Portal AWP ou mandem e-Mail.

See you in the next level...
[]s